POR QUE OS HOMENS GANHAM MAIS DINHEIRO NO UBER DO QUE AS MULHERES?

POR QUE OS HOMENS GANHAM MAIS DINHEIRO NO UBER DO QUE AS MULHERES?

Muitos esperavam que a economia do compartilhamento solucionasse o problema do gap de gênero, a diferença de renda entre homens e mulheres. Mas o Uber, uma das estrelas dessa nova economia, também paga menos a elas do que aos homens.

As mulheres que dirigem para a plataforma ganham, em média, 7% a menos do que os motoristas homens, segundo um estudo divulgado. Uma surpresa para John List, economista-chefe do Uber.

Quando John List junto dois pesquisadores da empresa, Cody Cook e Jonathan Hall, além dois professores de Stanford, Rebecca Diamond e Paul Oyer, se debruçaram sobre dados do aplicativo, esperavam encontrar até mesmo uma discriminação a favor das mulheres. Muitas passageiras, o economista imaginava, devem se sentir mais seguras sendo transportadas por outras mulheres do que por homens. Isso favoreceria as motoristas.

Os pesquisadores cruzaram 750 milhões de corridas, realizadas por 1,8 milhão de motoristas, entre janeiro de 2015 e março de 2017. Os pesquisadores descobriram que para cada US$ 1 que eles ganham, elas ganham US$ 0,93.

A razão, segundo os pesquisadores, não é a discriminação da empresa ou dos usuários contra as mulheres, mas a combinação de três fatores: os motoristas homens costumam trabalhar mais nos horários que pagam melhor, com tarifas mais altas, permanecem mais tempo trabalhando para o aplicativo e também fazem mais corridas por dia.

Oito em cada dez mulheres que começam a trabalhar para o Uber acabam desistindo antes de seis meses enquanto a média dos homens é de sete em cada dez. Com isso, elas acabam sendo minoria entre os motoristas que atingem mais de 2,5 mil corridas realizadas, que ganham direito a receber US$ 3 a mais por hora do que os novatos.

O Uber também detectou que os motoristas homens dirigem 2,2% mais rápido do que as motoristas. Essa pequena diferença, combinada com outro fator – homens são mais presentes nos horários que pagam mais, como as madrugadas, levando menos tempo para pegar novos passageiros – e o tempo dirigindo para a empresa, explicaria o gap de gênero.

Fim da polêmica? Nem tanto. O trabalho não explica por que elas abandonam a plataforma mais do que os homens. Também fica por dizer a razão de haver mais homens do que mulheres nos horários que pagam mais – certamente, não é porque elas não gostam de ganhar melhor.

De toda forma, é um avanço na discussão sobre a desigualdade entre os gêneros, que sempre foi marcada pela falta de dados mais completos. E, dada a atualidade, ilumina um assunto que precisa tecnicamente discutido.

08/09/2018

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