OS 5 PIORES SERIADOS DE SUPER-HERÓIS QUE JÁ PASSARAM NA TV ABERTA

Quem nunca foi fã de super-herói no cinema ou na TV, que atire a primeira pedra. Atrações como “SuperMan”, “Batman”, “Homem-Aranha”, “Lanterna Verde” e até “Aquaman” povoam ou povoaram nossa mente em algum momento de nossas vidas.

Porém, nem sempre séries de super-heróis dão certo. Algumas, na verdade, são um verdadeiro fiasco e caem no esquecimento não muito tempo depois de irem ao ar. Pior: elas eram tão toscas, tão ruins e tão mal-feitos, que é capaz de você sentir vergonha alheia nos dias de hoje – e de ontem também, se você assistia só para dar risadas involuntárias.

1 – “V.R Troopers”, exibido pela Globo em 1995


No mundo do entretenimento, uma máxima sempre funciona: se uma fórmula faz sucesso, use-a até esgotar. Foi pensando nisso que a Saban Enterteinement (hoje Saban Brands, produtora dos famosos “Power Rangers”) fez em 1994.

Aproveitando a mania maluca que os Rangers coloridos viraram nos EUA, a empresa decidiu adaptar seriados japoneses de metal heroes – que aqui no Brasil tem como principal representante o seriado “Jaspion” – para ganhar uns trocados além da montanha de dinheiro que os heróis coloridos lhe deram.

A escolhida foi “Metalder”, que também passou no nosso país pela Band. Dessa adaptação, surgiu “Cybertron”, programa protagonizado por Jason David Frank, o lendário Tommy dos “Power Rangers”.

No entanto, o piloto foi rejeitado. Mas a Saban não desistiu e continuou a produção de um programa do gênero. Ele somou o seriado “Spielvan” – que também passou na Manchete, mas com o nome de “Jaspion 2” (!!) -, colocou no enrendo à moda da época, que era a tal “realidade virtual”, e fez “V.R Troopers”, uma das coisas mais vergonhosas da televisão americana.

O seriado tinha erros de edições grotescos, roupas recicladas de “Power Rangers” e roteiro confuso. Durou duas temporadas, e para isso, outra série do gênero foi adaptada – “Shaider”, que também foi exibida no Brasil pela Globo, em 1990 -. No entanto, seu fracasso a fez terminar sem final.

O programa chegou aqui em 1995, dentro da “TV Colosso”. Ignorado, sua segunda temporada foi parar nas madrugadas do canal, tapando buraco na programação.
Assista ao vídeo abaixo:


2 – “Os Jovens Guerreiros Tatuados de Beverly Hills”, exibido no SBT a partir de 1996


Sabe da máxima que falamos no início de “V.R Troopers”? Pois é, temos outra, e essa é bem mais famosa: tudo que faz sucesso é copiado. No Natal de 1993, os “Power Rangers” foram uma mania nos EUA. Pais brigavam fisicamente por um boneco dos heróis coloridos e os episódios atingiam até mais audiência que o programa de Oprah Winfrey em várias partes do país.

Lógico, a concorrência ficou de olho nesse filão e decidiu copiar. A DIC Entertainement, empresa que pertence à Disney, resolveu produzir duas séries do gênero, e para isso, chamou até um dos criadores da série original: Shuki Levy, que cuidou pessoalmente dos programas. A primeira é “Os Jovens Guerreiros Tatuados de Beverly Hills”, que teve 40 episódios produzidos entre 1994 e 1995. Aqui no Brasil, a série fez relativo sucesso no SBT, sendo exibida regularmente entre 1996 e 1998.

Nos Estados Unidos, foi um fracasso total. Seu roteiro e atuações canastras acima da média – não que “Power Rangers” fosse um primor de roteiro e atuação – foram vitais para o insucesso. No entanto, o programa tinha algo até legal: a abertura viciante.

Relembre:
Assista ao vídeo abaixo:


3 – “Superhuman Samurai”, exibido pela Manchete e CNT no Brasil


A outra série da DIC Entertainement que foi produzida no rastro de “Power Rangers” foi ainda mais obscura. “Superhuman Samurai Syban-Squad” – ou “Superhuman Samurai” – é uma adaptação do seriado japonês “Gridman”, e tem um clima bem parecido com “V.R Troopers”, envolvendo computadores e uma suposta guerra de vírus – a tal realidade virtual, muito em voga em 1994.

Só que “Superhuman Samurai” era extremamente tosca. Efeitos toscos, edição tosca, protagonista estranho e história mais confusa ainda – no final da série, até repetição de monstros teve, já que o número de episódios produzidos nos Estados Unidos superou os do original “Gridman”.

Não deu outra: foi um fracasso nos Estados Unidos e também sequer teve final produzido. Em 1997, a Sato Company trouxe o programa para o Brasil – na verdade, a distribuidora queria o seriado original, mas teve que engolir a versão americana a contra-gosto -, e conseguiu colocá-lo na programação da Manchete, junto com “National Kid” e “Ultraman”.

Enquanto os outros dois fizeram relativo sucesso, o americano ficou ignorado. As séries, após a falência da Manchete, foram para a CNT, e exibidas no mesmo bloco novamente. Agora, ela está por aí, escondida em alguma prateleira.

Relembre a abertura:
Assista ao vídeo abaixo:


4 – “Patrine”, exibido pela Manchete em 1992


Claro que não iriamos deixar heróis japoneses de fora – porque se os americanos fazem porcaria com adaptações de lá, certamente alguns produtos vindos da terra do sol nascente não ajudam muito.

Em 1990, o pai dos heróis japoneses, Shotaro Ishinomori (criador dos metal heroes como “Jaspion” e dos esquadrões super-sentais, como “Changeman”, “Flashman” e que serviriam de matéria-prima para “Power Rangers”) decidiu criar uma nova heroína. Deste esforço, saiu o seriado “Patrine”, certamente a série mais trash já produzida no Japão.

“Patrine” conta a história da “luta” incessante de uma super-heroína por Justiça. O problema eram os vilões do programa: O velho do saco; o homem que joga papel de bala no chão e o vilão com uma arma tecnológica revolucionária chamada ventilador eram alguns dos “monstros” que Patrine tinha que encarar.

Mas nada supera o episódio em que o vilão tem um trauma de infância: sua mãe fazia sopa com seus cadernos de escola e temperava com seus lápis a boia do dia. Depois de adulto, o traumatizado vilão tem a brilhante ideia de roubar deveres de casa das crianças para fazer. Que ameaça terrível, não?

O final da série é uma das coisas mais trash já produzidas pela TV em todo o mundo, e está disponível na internet para quem quiser assisti-lo. “Patrine” foi exibida no Brasil em 1992 pela Manchete e foi vendida como “a nova rainha dos baixinhos”.

No Japão, o programa foi um estouro e revitalizou o gênero chamado “magical girls”. Parte do sucesso, segundo explicações da época, se deve a heroína, que enquanto lutava, mostrava o seu bumbum (!!!), chamando a atenção do público masculino.
Assista ao vídeo abaixo:


5 – “Machineman”, exibido pela Band e Record a partir de 1990


Acima, dissemos que “Patrine” é a série mais trash já produzida no Japão. Porém, o seu concorrente nesta disputa é de “alto” nível: o herói oitentista “Machineman”, também criado por Shotaro Ishinomori para crianças mais novas, em 1984.

“Machineman” conta a história de um extra-terrestre que vem ao Brasil estudar nossa raça, juntamente com uma bolinha chamada Ball-Boy. Aqui, ele percebe que a Organização Criminosa Tentáculo, que tem como líder o Professor K, que quer a todo custo acabar com as crianças e dominar o mundo.

Os planos do Professor K são tão assustadores quanto uma formiga. Dentre eles estão: distribuir línguas de sogra explosivas com farinha de trigo dentro, boicotar as aulas de educação física de estudantes e, pasme, fazer batatas ficarem resfriadas para que a população ficasse doente. O herói também não ajudava muito, já que sua capa era um toalha-box de banheiro que foi aproveitado pela produção para montar a roupa.

No Japão, “Machineman” foi um sucesso e fez Shotaro continuar a criação de séries mais infantis para o público. A sucessora foi “Bicrossers”, que aqui no Brasil foi exibida pela Globo no fim da década de 90.

Já “Machineman” estreou no Brasil pela Band em 1990 e depois teve uma passagem até longa pela Record, onde chegou a ser exibida em horário nobre como tapa-buraco em 1993.

Relembre a abertura:
Assista ao vídeo abaixo:

Fonte: Na Telinha

06/09/2018

GANHE DINHEIRO RESPONDENDO PESQUISAS NA INTERNET


Se você chegou até aqui é porque você gostou, né? Então curta e compartilhe o Acidez Mental no Facebook com seus amigos! Seu clique é MUITO importante!

CLICA AQUI VAI

Comentários