NÃO É A UBER QUE TEM QUE MUDAR, SÃO OS TAXISTAS

NÃO É A UBER QUE TEM QUE MUDAR, SÃO OS TAXISTAS

A Uber conseguiu fazer o que a maioria das cidades não conseguiram:  Prover a população um serviço de transporte conveniente, rápido, eficiente e ótimo custo-benefício.

Em poucos minutos o veículo de boa qualidade, chega ao local definido com um motorista educado para o levar ao seu destino. Música? Pode escolher, se tiver o aplicativo “Spotify” no seu telefone, a música é a sua. Preço? Na versão básica, o ‘Uber X’, é mais 50% mais barato do que um táxi. Na versão ‘Black’, com carros de luxo, tem o mesmo preço que táxi comum.

Este serviço fantástico tem tido imensas reclamações por parte dos taxistas, que acusam o Uber de ser inseguro, ilegal, pouco profissional e claro, de roubar empregos.

Em vários países já se registaram ataques violentos de taxistas aos motoristas do Uber. No entanto, quem experimentou sabe que o serviço é muito melhor do que o dos táxis.

A primeira impressão é a mais importante. Isto é especialmente relevante para os turistas que visitam o nosso país e de quem a economia depende. Numa das minhas viagens, depois de algumas horas de voo, dirigi-me para a fila de táxis, aguardei quase 20 minutos para embarcar em um. Entro num carro velho com um jovem motorista, antipático diga-se de passagem, que em tom desagradável quase me ameaça, “Aqui há horas para ir para tão perto” quando lhe digo o meu destino. O carro com um cheiro insuportável de cigarro, denunciado claramente pelo maço quase vazio de Dunhill sobre o painel, bancos rasgados. No rádio, a música alta e incompreensível, maravilhoso depois de mais 8 horas num avião e a janela aberta sempre bom para ventilar no calor da região. Quando pedi para desligar o rádio e fechar a janela, baixou o volume e fechou um pouco a janela. Com pouca vontade de me aborrecer logo na chegada, fui até o destino suado e dentro da minha cabeça aquela música ‘chiclete’. Chegado ao destino, o taxista novamente me interpela de forma desagradável, “Não tenho troco pra 50 reais”.

Esta experiência impacta negativamente para o turismo e a imagem da cidade, dão má reputação e no longo prazo prejudicam empregos não só dos taxistas, mas também de todas as outras pessoas que dependem do turismo para os seus negócios.

O tema não é os taxistas perderem o emprego. Estou de acordo que a perda de postos de trabalho é um problema grave, sou totalmente a favor de dar os empregos disponíveis a quem merece. E quem merece é quem oferece o melhor serviço aos clientes. Tem que acabar com esta impunidade em que o cliente não tem formas eficientes para reclamar e com consequências reais.

No caso do Uber um motorista com menos de 4 estrelas de média de classificação entra em período de prova. Se ele não conseguir melhorar é ‘demitido’ do Uber.

A verdade é que o Uber conseguiu fazer o que a maioria das cidades não conseguiram… Dar um serviço de transporte individual conveniente e de qualidade (há exceções e taxistas extremamente corretos, mas vamos ser honestos que a imagem generalizada não é boa).

Num momento da história em que o tráfego na maioria das cidades está chegando a níveis insuportáveis, e o planeta não aguenta muito mais poluição, o transporte compartilhado é cada vez mais uma solução viável e que deve ser implementada.

Esperem até chegar os carros que se conduzem sozinhos (o Google já tem vários e várias montadoras também estão desenvolvendo). Nessa altura, estaremos perante uma revolução que ainda irá mudar mais a atual situação.

A Uber veio para ficar, por razões simples… Funciona, resolve um problema e os clientes adoram o serviço.

Quem tem de mudar são os táxis e já era hora de isso acontecer.

Mas alguns dizem: Coitados dos taxistas…

Sendo assim, coitados do pessoal da Atari, dos funcionários das gravadoras de disco de vinil, das fábricas de vídeo cassetes, da Kodak, das datilógrafas, dos condutores de bonde, dos cobradores de ônibus, dos vendedores de enciclopédias e de tudo que ficou para trás, que evoluiu através da criatividade de alguém e trouxe mais praticidade, conforto e bem estar para a população.

Coitadas das locadoras de vídeo depois que chegou o Netflix. Coitado do CD, cujas lojas nem existem mais, falidas pelo Streaming.  Coitado do telefone fixo, das listas telefônicas, dos jornais e revistas impressas…

Coitado é de você se não se atualizar. Também pode ficar pra trás…

Os motoristas de táxi serão os maiores beneficiados se trabalharem como parceiros do Uber ou buscando novos desafios. Os mais resistentes ficarão para trás, como em tudo na vida.

Os países mais resistentes também ficarão para trás e sua população refém de um serviço de baixa qualidade, de cartéis, mafias criminosas, mercados negros de licenças, cooperativas que sublocam os carros para diaristas e de carros velhos, além de alguns motoristas mal educados como o mencionado acima.

Quando a população quer, não há quem segure. Transformações invadem o nosso dia a dia. Imaginem que quando o carro foi inventado e quando eles começaram a invadir as ruas, o sindicato dos carroceiros quebrando os carros pelas ruas, condenando a população ao retrocesso somente para garantirem seus empregos ultrapassados… Estaríamos circulando pela cidade em lombo de jegues e pangarés…

O mundo que conhecemos hoje é totalmente diferente do que era ha 10 anos. Para o benefício de centenas de milhões, um pequeno grupo precisa sair de sua zona de conforto.

É uma questão de tempo.

 

23/09/2018

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