LEI SECA NÃO É JEITINHO BRASILEIRO

LEI SECA NÃO É JEITINHO BRASILEIRO

David Goodspeed é um americano. Aliás, foi um americano. Ele morreu aos 21 anos em um acidente de carro no ano de 1982. Ano em que Michael Jackson estava prestes a explodir no mundo com o lançamento de “Thriller”, até hoje o álbum mais vendido de todos os tempos, e em seguida virar a indústria da música pop de cabeça para baixo.

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Mas David não viveu para ver isso acontecer. O responsável por sua morte foi um homem chamado Ronald Daggett. Na ocasião, ele admitiu estar bêbado, assumiu a culpa e cumpriu 1 ano de sentença por seu crime (ou assassinato se preferir).

Nos anos seguintes Ronald foi condenado mais 7 vezes de estar bêbado enquanto dirigia. Na sétima vez em que isso aconteceu, a justiça americana decidiu por fim condená-lo à prisão perpétua.

Na ocasião do julgamento em 2007, o juiz responsável pela sentença, Joseph Fahey, disse o seguinte: “Eu não acho que haja nada que eu possa fazer para proteger o público de você e de sua conduta, exceto colocá-lo fora por um longo tempo”. “É inconcebível para mim que alguém envolvido em uma fatalidade por estar dirigindo embriagado poderia sair e pegar até mais seis condenações dirigindo bêbado nas duas décadas seguintes”, concluiu Fahey.

Curioso como um problema tão antigo continua tão atual. Na realidade, nos anos 80 do século passado, essa questão já era uma constante na vida das populações das grandes cidades do mundo.

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Ao mesmo tempo em que o homem inventou o automóvel, ele também inventou a maneira errada de conduzi-lo: estando alcoolizado. Desde que a bebida alcoólica passou a coexistir com a história da humanidade, ou seja, desde os primórdios, provavelmente até quando não sabíamos falar direito já sabíamos como tomar um porre, a bebida sempre foi e é um recurso presente em comemorações e no âmbito geral do estilo de vida das pessoas, assim como foi e é também um gatilho primário de desgraças e infortúnios.

Sim, fazemos grandes besteiras quando bebemos, ninguém aqui está dizendo que você não pode pagar mico depois de encher a cara, o problema ocorre quando um limite é extrapolado. O limite é a morte.

Se ao menos houvesse algum tipo de controle que pudesse impedir pessoas de extrapolar esse limite…Mas há! Frear o abuso do que o homem faz após estar embriagado é o que os governos tem procurado fazer especialmente no século XX, com criações de diversas organizações e medidas que são contra o excesso do álcool, e contra a combinação bebida + volante.

Nos E.U.A. com o caso citado acima de Ronald Daggett, chegou-se ao extremo de punir com prisão perpétua. No Brasil, criamos a Lei Seca.

A Lei Seca não é o jeitinho brasileiro de o governo ganhar mais dinheiro em cima das pessoas. A Lei Seca é o jeitinho brasileiro de dizer: “Chega dessa merda!”.

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As pessoas não sabem se controlar. Ronald Daggett não soube se controlar. Imagine um sujeito desses vivendo no Brasil. Tipinhos iguais a ele não faltam aqui no país tropical. Logo é necessário algum controle para que as pessoas entendam a gravidade do assunto.

A Lei Seca surgiu com esse propósito. Falta fiscalização, claro. Não é fácil para o governo adivinhar quem está cometendo um crime ou não, a não ser supor que todos estejam cometendo um crime.

Como você deve estar imaginando, não é possível fiscalizar um país com mais de 190 milhões de habitantes, já que infrações no trânsito não são a única preocupação de nosso país. Temos que lidar com fronteiras, tráfico de drogas, corrupção, assassinatos premeditados, roubos e furtos, etc.

A Lei Seca é o melhor que o governo pôde fazer para conter uma parcela da sociedade que é indisciplinada. É o que temos por hora, até alguém criar um sistema mais eficiente.

11/06/2013

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