COMO FAZER AS CRIANÇAS COMEREM DIREITO? (SEM PRECISAR BRIGAR OU FAZER ESCÂNDALO)

COMO FAZER AS CRIANÇAS COMEREM DIREITO? (SEM PRECISAR BRIGAR OU FAZER ESCÂNDALO)

Sei que é um assunto de interesse a muitas pessoas e por isso escrevi esse post, mas antes pesquisei muito. Não sou nutricionista, mas tenho décadas de experiência, sou pai, tio, padrinho e cozinhei para milhares de crianças, de onde, através de experiências e muitas conversas com seus pais, tirei muitas lições que vou tentar transmitir aqui.

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Impressionante o monte de asneira que se encontra disponível na internet. Se quer algo com um pouco de responsabilidade, compre o livro “Deliciosos e disfarçados – como tornar a alimentação do seu filho saudável sem que ele perceba” (Ediouro). A autora é Jéssica Seinfeld.

Acho um absurdo informações erradas em sites grandes e famosos, provando que se coloca coisas sem ao menos haver uma revisão de alguém, no mínimo, com alguma preparação profissional, deixando nas mãos de leigos algo que assume uma importância enorme, pois não estamos falando de receitinhas para qualquer pessoa, mas sim de algo que entrará dentro do organismo de uma criança ou um adolecente, organismos em fase de crescimento.

Ler que a nutricionista, Dra. Fulana, indica um hamburguer que deve ser frito com pouca gordura, colocado em uma lancheira e que será consumido pela criança horas depois, sem levar em conta a temperatura ambiente, o transporte, a própria gordura intrínsica da carne e na fritura, etc, chega a ser criminoso. Acompanhado de fritas feitas com quatro horas de antecedência mercia um Boletim de Ocorrência em qualquer delegacia.

A colega, Dra. Ciclana, que mostra “receitas saudáveis” em seu blog e indica bolinhos fritos ou um hot dog chega a machucar os brios de quem tem o mínimo de dicernimento.

Sem esconder nomes, sites como o da Ana Maria Braga, PetitChef, etc, estão cheios de asneiras perigosas. B.O. neles !!

Criança precisa de educação alimentar e isso não quer dizer comer direitinho, sentadinha e de boca fechada, significa que ela deve aprender comidas saudáveis e gostar delas, desejar elas, pedir essas como se fossem um prêmio.

Elas são muito suscetíveis aos adultos. Tenha isso em mente. De que adianta os pais quererem que o filho coma salada se eles dizem que detestam. De que adianta proibir que levem à escola um pacote de Fandangos e os pais sentam à frente da TV e ficam horas mastigando esses salgadinhos !!

A alimentação dos pequenos está intimamente relaciona aos exemplos que eles tem e isso não está restrito ao que olham seus pais comerem, mas ao que é exposto na mídia, o que olham seus coleguinhas comendo, às propagandas na lanchonete da escola.

Lanchonete de escola é outra coisa perigosa. Muito difícil, ou quase impossível, ser de boa qualidade o que encontramos à venda. A grande maioria dos alimentos a disposição das crianças não são saudáveis.

A maioria delstes alimentos são industrializados ou são aqueles de salgadinhos fritos horas antes e expostos em uma vitrininha de vidro. Há pouca regulamentação sobre isso e parece que pouca gente liga.

Pergunto a você se um dia, ao levar seu filho na escola, viu o que tem para vender a eles na lanchonete da escola, caso seus filhos tenham que se servirem nela?

Sei que há exceções, e essas quase estão em colégios caros, onde há uma espécie de normas rígidas, profissionais do ramo envolvidos,mas quase todos tem direcionamento estrangeiro.

Um erro é considerar a criança como um ser a parte. Criança, a partir dos dois ou três anos deve comer do mesmo jeito e as mesmas coisas que adultos saudáveis.

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Isso fica patente na Europa. Vemos crianças sentadas em restaurantes sendo servidas pelos garçon do mesmo jeito que servem seus pais. É salutar, pois a “imitação” faz parte da educação.

O exemplo deve ser feito em casa. Pais que comem bem e direito têm filhos que repetem o exemplo.

Nosso país, com a disponibilidade e maior renda da população, segundo dados do Ministério da Saúde, já contamos com 48% da população acima do peso. Quando se fala em população se fala de criança, também, ou seja, 48% das crianças são gordinhas e isso é pior do que termos um número maior de obsidade em adultos. Não é por estética e sim por saúde.

Porque será que muitos pais só se preocupam em mudar a dieta quando alguma doença sobrevem? Porque esperar a balança gritar para forçar um regime, que no caso de crianças pode até causar distúrbios psicológicos? Porque correr atrás do prejuízo se podemos previni-lo?

As respostas, invariavelmente, estão na falta de tempo, afinal papai e mamãe trabalham fora, do pouco acesso a comida saudável e a falta de dinheiro, como se comer bem fosse apenas ingerir caviar. Colocou uma criança no mundo, tem que ter todas as responsabilidades, quer seja de proteção, educação, amor, alimentação, etc.

Hoje em dia, grandes estrelas focam esforços na alimentação das crianças.

Vejam a campanha de Jamie Oliver em prol da educação alimentar nas escolas da Inglaterra, país considerado o mais “gordo” da Europa.

Países como Austrália em campam essa campanha porque é óbvia. Obsidade causa prejuízos não só na saúde, mas na parte financeira de uma nação.

Eles tem uma boa abordagem sobre o assunto e a frase que mais me impressionou foi “sentar em frente à televisão, torcendo por nossos atletas de elite, enquanto comemos batata frita e chocolate, e tomamos bebidas cheias de açúcar, é completamente contraproducente”.

Sim, um bom gancho é ligar as crianças, alimentação e esportes. Quem sabe consigam algum resultado palpável.

(Sei que muito é marketing da parte dos “stars”, mas se o resultado for positivo para as crianças, ótimo)

Repito, não sou nutricionista, mas acredito que um base sólida nas informações e o uso do bom senso fazem com que possamos dar às crianças o melhor possível.

O que é mais saudável?

O que é mais atraente?

São perguntas assim que devem ser feitas pelos pais que ao tentarem educar e reeducar seus filhos devem fazer. Melhor educar do que reeducar, sem dúvidas.

Pais, escolas, profissionais de saúde e o governo precisam se unir para para que tenhamos no futuro uma geração saudável.

Nunca deixe de associar à boa alimentação a atividade física, tão importante quanto essa.

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Deixando de lado a discussão filosófica e psicológica, vou deixar meus conselhos a quem precisa “convencer” crianças e adolecentes a comer direito, saúdavel e com gosto.

A começar, digo:

Nada precisa ser proibido. A palavra chave é equilíbrio.

Ninguém vai dizer que seu filho está terminantemente proibido de comer um chocolate ou um salgadinho. O que precisamos fazer é com que esses não se tornem as únicas fontes alimentares deles.

A comida, tanto para uma criança, adulto ou adolecente deve ser saborosa, atraente, nutritiva, preferencialmente de custo acessível e bonita. Sim bonita, diferentemente de atrativa, a beleza é fundamental. Um prato ou mesmo um saduíche deve ter boa apareência. Jogar um pedaço de queijo entre duas fatias de pão qualquer um faz. Montar um sanduíche com queijo saudável (quanto mais amarelo o queijo menos saudável ele é, embora possa ser mais saboroso) e incluir uma folha de vegetal e um tomate temperados com azeite de oliva um uma nesga de sal, não é nenhum sacrifício, não é verdade?

Meus conselhos relacionados aos pais crianças e adolecentes com problemas de alimentação:

– Eu acho que uma forma muito legal de educar gastronomicamente uma criança é incluir ela na cozinha. Fazer a preparação junto à criança e o adolescente e, depois, cobrir de elogios. É um estímulo comprovado.

– Muitas pessoas falam da psicologia inversa, em que se proíbe exatamente o que se deve comer, para estimular a curiosidade natural, porém, isso é controverso demais e eu, particularmente, não concordo (deve dar certo pras criancinhas da Etiópia, Haití e Timor , onde tudo é proibido porque na verdade falta tudo às coitadinhas).

– Ver o exemplos paternos é outro problema, pois não dá para obrigar a criança a comer brócolis se a mãe “não suporta a arvorezinha verde”.

– Esmero nas apresentações. Uma criança pode ser muito bem convencida quando em vez de uma salada de frutas normalmente misturada, tenha a forma de uma espaçonave, de um zoológico (pode parecer complicado, mas serão apenas uns minutinhos a mais nas preparações).

Porém, evite a “intimidade”. Colocar alimentos em formato de bonequinhos, estrelinhas e sóis com carinhas alegres, etc, podem funcionar do contrário e a criança fica “com pena” de comer.

– Nada funciona tão ao contrário quanto obrigar alguém a comer. Em minha casa a frase favorita de meu pai sempre foi: – Eu não pedi para você gostar, eu mandei você comer.

Ficava horas enrolando com um prato até sair das vistas dele e jogar tudo fora. Não adiantou nada. Ainda continuo odiando coentro e dobradinha.

– Mantenha horários

– Não permita excessos em nada, quer seja saudável ou não. Tudo na vida deve ser pautado pelo equilíbrio.

– Troque refrigerantes por sucos de frutas

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– Memória gustativa e olfativa: Se a criança sofreu um trauma, mesmo que superficial, e liga esse problema à certas comidas, você vai ter que ter jogo de cintura. O contrário, também, é verdadeiro. Uma lembrança, um acontecimento agradável, como um passeio, uma viagem feliz, em que ela correlaciona à certa comida é uma mão na roda porque ela sempre gostará desse alimento.

– Insira legumes e verduras sempre, mesmo que disfarçados.

Será que as pessoas sabem que a quantidade de ferro que tem na salsinha é muito superior ao que tem no bife de fígado? (E lembram que o bife de fígado é uma fritura e, portanto, se de uma lado ele ajuda, por outro ele aumenta o colesterol e os triglisserides das crianças (fato esse que as pessoas costumam menosprezar, já que são crianças, “não tem colesterol” )).

– Procure convencê-los a ingerir muita água, o dia todo.

– Fique de olho em alimentos que possam causar alergias, como amendoim, castanhas, chocolates, nozes, etc.

– Faça comerem regularmente, sem ficar horas em jejum.

– Muitas vezes a criança não come por “birra”. Perceba se é isso e tente contornar a situação sem dar a ela o poder de decisão total. Como brinquei acima, criança na Etiópia não tem frescura.

Deve-se dar comida quando há fome, não forçar quando está saciada e fazer da refeição sempre um encontro agradável e com regularidade nos horários.

– Hora de comer não é hora de brincar, mas não mantenha uma excessiva seriedade à mesa. Torne a experiência da refeição em família algo agradável e gostoso.

– Evite televisão e leitura durante a refeição. Vejo pais que alimentam nenês com menos de um ano na frente da Tv. A criança sequer olha para a comida de tão encantada que está pelos programas. Ela precisa apreciar a refeição e distinguir esse horário, fazendo deste momento uma hora agradável.

– Imitação: Já escrevi e torno a repetir: de que adianta dizer ao filho para comer tal coisa e você não comer. Como junto, sempre. Criança é muito suscetível à imitação.

Um pouco de ciência alimentar:

Com base no U.S Departament of Health and Human Services, montamos uma pirâmide com os exemplares de alimentos desejáveis e necessários para o consumo diário. A partir dos dois anos de idade, crianças saudáveis devem segui-las.

– A base da pirâmide alimentar é composta por alimentos ricos em carboidratos. Os carboidratos, sob a forma de glicose, frutose, sacarose, maltose, lactose, amido, entre outras, são a maior fonte de energia para o organismo. A glicose é indispensável para manter a integridade funcional do tecido nervoso e, sob circunstâncias normais, é a única fonte de energia para o cérebro. A presença de carboidratos é necessária ao metabolismo normal das gorduras. Consuma de 6 a 11 porções diariamente.

– A parte intermediária da pirâmide é formada por Legumes e verduras que são ricos em vitaminas, sais minerais e fibras. Possuem nutrientes essenciais a diversas funções do organismo, como por exemplo as suas reações metabólicas. Prefira as folhas verdes escuras (brócolis, mostarda, couve) e legumes amarelo-alaranjados (cenoura, abóbora, beterraba). Consuma de 3 a 5 porções diariamente.

Frutas são boas fontes de vitaminas, sais minerais e fibras, principalmente quando consumidas ao natural. Possuem nutrientes essenciais a diversas funções do organismo, como por exemplo as suas reações metabólicas. Consuma de 2 a 4 porções diariamente.

Carnes, ovos e leguminosas como feijão, lentilha, ervilha, grão de bico e soja, além de nozes e castanhas. São os alimentos construtores. São necessários para a construção e manutenção dos tecidos orgânicos, formação de enzimas, hormônios e vários líquidos e secreções corpóreas e preservação do sistema de defesa. São alimentos ricos em proteínas, vitamina B12 e minerais como zinco e ferro. Consuma de 2 a 3 porções diariamente.

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Leite e derivados – são os maiores fornecedores de cálcio, mineral envolvido na formação dos ossos e dentes, contração muscular e na ação do sistema nervoso. Também são fontes de proteína de boa qualidade. Consuma de 2 a 3 porções diariamente.

E o topo da pirâmide é formada por Os lipídeos (óleos e gorduras) constituem fonte de energia mais concentrada que a dos carboidrados e das proteínas. Além disso, uma vez transformados em tecidos adiposo, são uma forma de armazenamento de energia. Os lipídeos são veículos de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e podem ser encontrados no creme de leite, manteiga, toucinho, óleos etc. Devem ser consumidos com moderação.

Em se levando em conta essa pirâmide, fica mais simples montar um cardápio.Nesse cardápio devemos ter as seguintes porções que devem ser ingeridas. Ressalta-se o número de porções a serem consumidas dependem de fatores como idade e atividade física. Em função das porções consumidas, o número de calorias pode variar de 1.600 a 2.400 calorias:

– 1 fatia de pão ou meia xícara de chá de cereais (tipo granola) ou meia xícara de chá de arroz ou meia xícara de chá de macarrão cozido.

– 1 xícara de chá de folhas cruas ou meia xícara de chá de vegetais cozidos

– 1 fruta fresca ou três quartos de xícara de chá de suco (extraído da polpa)

– 1 filé pequeno de carne bovina, peixe ou ave ou 1 ovo ou meia xícara de chá de feijão (ou substituto) ou meia xícara de nozes ou castanhas.

– 1 copo de leite ou iogurte ou 2 fatias de queijo (prefira os queijos frescos)

– 1 colher (sopa) manteiga ou margarina ou maionese

Se você estiver colocando no cardápio essas porções, estará fazendo com que nenhum tipo de nutriente ou vitamina falte na alimentação de suas crianças e adolecentes. Esse cardápio encaixa-se a adultos, também, obviamente.

* Atente para as indicações de “e” e “ou”. “Ou” quer dizer “em vez de”. Muita gente confunde e acaba somando tudo o que daria uma dieta hipercalórica.

Agora, ao que interessa:

Sugestões para inserir alimentos “problemáticos”, mas necessários, na alimentação de crianças e adolecentes:

Espinafre e Beterraba:

São fontes de vitaminas e sais minerais impressindíveis no crescimento.

O filhote não gosta?

Tente isso:

O espinafre pode ser colocado em molho branco (bechamel) e fica delicioso.

Fazer massas introduzindo o espinafre é sensacional, pois além de ficarem atraentes, diferentes, eles ingerem na boa se não ficar falando que tem espinafre dentro.

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Associar com bolinhos é outra solução. Um bolinho de arroz pode perfeitamente ter espinagre e salsinha.

Panquecas recheadas de espinafre e ricota são deliciosas e cobertas com molho de tomate, outro alimento necessário devido ao betacaroteno, preventivo até de cânceres.

A beterraba, cozida e batida no liquidificador pode ser parte integrante do molho de tomate. Dá uma cor linda.

Ela pode ser colocada na massa, por exemplo das panquecas.

Ralar e colocar junto à salada é outra solução. Saladas com molhos variados e com a colocação de frutas como a carambola e uvas, são atraentes para crianças e adolecentes.

Brócolis:

Tá aí uma coisa complicada de fazer os pequenos comerem.

Podemos usar a apresentação. Montar no prato, com eles de pé e dizermos que são arvorezinhas da floresta igualzinhos ao de alguma estória. Após o cozimento, podem ser batidos e colocados junto a uma série de ingredientes.

Também, depois de cozido, podemos desfolhar em pequeninos pedacinhos e colocarno arroz.

Purê de batatas com brócolis funciona, também.

Cenouras:

Evite lembra-los dos coelhinhos. Já ouvi de uma criança, filha de cliente do Qorthon, a seguinte frase: – Não vou comer porque essa cenoura é do coelhinho e se eu comer eu não vou ganhar meus ovos de páscoa !!

Suco de cenoura adoçado é delicioso e se introduzido desde cedo na alimentação da criança como forma de suco, o costume fará a aceitação muito fácil. Serve para tomates, beterrabas (com laranja fica muito bom e é uma fonte incrível de vitaminas).

Ter a paciência de fazer cortes. Cortar em “palitinhos” bem feitos, o chamado corte à Julienne, é muito bom e se desde pequeno for dado à criança como forma de lanche ou mesmo como um aperitivo, ela acostuma e gosta.

A erva-doce, fonte de fibras, também deve ser feita assim.

Cenoura muito cozida fica com gosto ruim. Aprenda a cozer no ponto certo. O sabor agradável é a melhor forma de introduzir alimentos na rotina alimentar das crianças.

Aliás, um ponto difícil de tocar é sobre isso. Muita gente reclama que filhos não comem, mas, também, eles não sabem cozinhar. Jogar ingredientes em uma panela está anos-luz de saber cozinhar direito. Tente se informar, ler, aprender a fazer corretamente. Isso ajudará, e muito, na alimentação das crianças.

Um pequeno recipiente com uma salada de cenoura ralada (aproveite e coloque a beterraba) temperada (s) com laranja, azeite e cominho (bem pouquinho de cominho)acompanhada de uma tigelinha com presunto fatiado fininho ou em cubinhos e uma fruta de sobremesa é uma ótima e boa sugestão.

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Batatas:

Quase sempre aceitas pelas crianças porque está intimamente ligada a momentos de prazeres, como a ida ao shopping, ao cinema, a um passeio. Pena que sempre seja as famosas batatas fritas. Use isso a seu favor.

Existem cocções perfeitas em que se usa nenhuma ou muito pouca gordura. Batatas assadas, Batatas Fondant, Batatas ao Murro, etc, usam pouca ou nenhuma gordura.

Batata pede tempero. Nada de colocar apenas um salzinho em cima delas.

Esses temperos são tão variados e as formas de preparos são tão numerosas, que deixarei para uma aula especial sobre batatas para colocar receitas e modos de servi-las.

Cebola e Alho:

Está aí um problema, em se falando de “saber cozinhar direito”.

A aversão das crianças, normalmente vem do fato delas encontrarem esses temperos na comida. São ótimas críticas gastronomicas, afinal, com exceções de pratos onde eles precisam aparecer, a cebola e o alho devem, ao contrário, desaparecer das vistas e participar com seus sabores e aromas, apenas.

Um arroz com pedaços de cebola e alho grandes é um crime gastronomico, ainda mais em se falando de crianças.

A aversão ao alho e a cebola vem quase sempre por causa do arroz nosso de todo dia.

Aprenda a picar de maneira que fiquem quase invisíveis na preparação.Não force a criança a comer cebola na salada. Difícil as que gostam, mas use cebola em outros preparos onde ela não aparece.Alho e cebola são comprovadamente benéficos à saúde. A cebola no sistema circulatório e o alho com um agente que ajuda na imunidade estão presentes em vários trabalhos acadêmicos e com comprovação científica. Não deixe de introduzí-los na alimentação, mas o faça como explidado. Eles devem ser “temperos invisíveis”.

Sopas:

Nem toda criança gosta de sopa. Acreditem, um dos motivos é o fato de que sopa normalmente está quente. Deve-se medir muito bem a temperatura ao servir.

Outra coisa é a saciedade. As sopas normalmente deixam um certo vazio no estômago. Aprenda a servir sopas com acompanhamentos do tipo croutons, torradas, bolinhos de arroz, queijos, etc.

Adicionar macarrões (principalmente com motivos, tipo letrinhas ou bichinos) é uma forma de aceitação às crianças que detestam sopas. Procure sempre que introduzi-los, primeiro cozinha-los fora da sopa, escorrer e depois colocá-los. A “farinha” que soltam durante o cozimento não é legal.

Sopas, não necessariamente precisam ser servidas em pratos e comidas com colheres.

Sopa em copinhos, com canudinhos desde que não tenha sólidos são bem aceitas por crianças, principalmente quando são servidas como lanche.

Uma fonte de introduzir legumes variados na alimentação das crianças é fazer cremes.

Uma sopa de legumes,com os legumes sólidos, por mais bem cortados que sejam, tem mais chance de não ser aceita do que se batermos essa sopa e a transformarmos em um creme.

No caso de cremes, use um fio de creme de leite para fazer desenhos na superfície da sopa. Deixe a criança fazer isso, apenas cuide para que ela não exagere na colocação do creme. Cortar apenas a pontinha da caixinha, deixando sair um fio muito fininho é o modo de deixá-las brincar de desenhar na sopa. Mas não deixe-as muito tempo fazendo isso.

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Indique um tempo, do tipo: – Você tem 30 segundos para fazer um desenho, enquanto eu faço o meu.

Faça uma espécie de concurso onde ela sempre seja a vencedora.

Não existe só sopas quentes. No verão faça sopas frias, como o famoso Gaspaccio ou uma refrescante sopa de pepino. Descasque o pepino e branqueie a casca em água fervente (depois direto na água fria).

Cozinhe o pepino picado com um pouco de leite de coco (não coloque muito, pois pepino tem muita água). Por fim, bata a casca e a mistura no liquidificador até ficar bem liso. Se quiser, no fim, acrescente um pouco de menta e bata mais uma vez.

Faça à noite e deixe na geladeira até o dia seguinte, aí coloque na garrafinha térmica pra criança levar pra escola. Acrescente um sanduíche de pão integral, frango desfiado e requeijão e mais uma outra fruta.

(Essa sugestão é de um amigo cozinheiro que trabalhou em Nice, na França, e pode acompanhar os pais fazendo isso “ao vivo”).

Massas:

São quase uma unaminidade entre as crianças. Elas gostam muito.

Use isso ao seu favor.

Pães, se for para lanche, devem ser de forma, porque o pãozinho francês fica murcho e para crianças em idade de trocar a dentição, quase impossíveis de comer.

Tortas e bolos são excelentes para a lancheira das crianças, desde que respeitando os ítens acima, mas alimentos com cremes, chantily, maionese, etc, deve ser invariavelmente banidos da lancheira.

Beirutinho com pão sírio, ricota, cenoura ralada, passas, temperado com salsa e sal.

Sonho de forno, que pode ou não ter recheio. Aconselho que não tenha, ou que seja mínimo, por motivo de limpeza. Nada de cremes que estragam a temperatura ambiente, apenas doce de leite ou brigadeiro, em se falando de lanche para escola.

Sonho de Forno

Uma das receitas mais fáceis de fazer é essa. Existem outras, mas essa não tem como dar errado:

Você pega um bowl e mistura sachê de fermento com meio pacote de farinha de trigo(500gr) (dá uma peneirada pra retirar qualquer grumo).

Aqueça uma xícara e meia (350ml) de leite até ficar morno (40º/45º), dois ovos inteiros (Sempre se abre os ovos em recipiente separado e só depois os coloca na mistura), 40 gramas de margarina (duas colheres de sopa), meia xícara de açúcar (125 gr) e uma pitada de sal (pitada é quando você pega com os dois dedos, indicador e polegar. Nem mais , nem menos) e mistura tudo até ficar uma massa homogênia, lisa e que não grude na mão.

Sove essa massa por uns 10 minutos e deixa descansar por uns trinta .

Com um boleador ou concha de sorvete (umedeça em água morna, pois facilita a retirada da massa, mas não deixe molhado), ou mesmo na mão, faça bolinhas e coloque sobre uma forma untada com óleo.

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Deixe descansar mais uns 30 minutos e coloque no forno à 160º/180º e deixem dourar.

Demora uns 25 a 30 minutos dependendo do forno.

Espere esfriar um pouco, se não queima a mão e escorre o recheio, corta ao meio e coloca o que quiser dentro. Doce de leite, goiabada, brigadeiro, creme, etc, etc.

Role (ou não dependo do gosto, dopeso da criança, da taxa de glicosem etc) sobre açúcar de confeiteiro (se não tiver vai o refinado mesmo) e se quiser pode acrescentar côco ralado, também.

A grande vantagem do sonho de forno é a baixa quantidade de gordura em comparação ao frito, dependendo do recheio, também, mas mesmo assim ele tem gordura, por isso não achem que por ser de forno pode encher a pança e não engordar ou entupir as artérias.

* Quanto ao fermento: Uso o Fleischmann biológico sêco instantâneo, especial para doces. Qual é a diferença entre o biológico e o químico? O biológico vc usa para crescimento antes de ir ao forno e o químico faz o crescimento durante o forneamento. Por isso sempre que disserem: faça uma massa, deixe descansar, blá, blá, blá, esperando um crescimento fora do forno, estamos falando de fermento biológico, sempre.

Quanto a deixar a massa descansar, sim são DUAS vezes, pois quando vocês separam as partes e enrolam é necessário deixar mais um tempo para que haja o “acentamento” da massa. As leveduras precisam se “alimentar” dos ingredientes e expelir gases e com isso aumentar o volume da massa.

** Conselhos Úteis baseado no Conselho de Medicina:

Alimentos gordurosos ou com muito açúcar são úteis porque dão bastante energia à criança, mas devem ser oferecidos em quantidades pequenas. Entre eles estão manteiga, margarina, óleo, bolachas recheadas, sorvete. A gordura trans é ainda mais prejudicial, segundo os médicos. Evite.

Se seu filho não é lá muito ativo, você pode pensar em limitar ainda mais os alimentos gordurosos, para que ele não fique acima do peso.

Doces e chocolates podem ser dados de vez em quando, em ocasiões especiais, mas prejudicam os dentes se forem consumidos com frequência entre as refeições. Também tiram o apetite da criança, que deixa de comer outros alimentos mais saudáveis.

Comida muito salgada. O excesso de sódio não faz bem, e sal é questão de costume. Se você acostumar seu filho com muito sal, ele vai gostar de comida salgada o resto da vida. Existem alguns alimentos muito carregados em sódio. Veja a seguir algumas dicas:

• Salgadinhos: dê no máximo uma vez por semana. • Não acrescente sal à comida na mesa. • Use outros temperos além do sal para dar sabor à comida. • Cuidado com alimentos industrializados, como caldos prontos, sopas de saquinho, congelados e temperos. Observe a embalagem e verifique o número em porcentagem. Se o número relativo ao sódio for muito maior que todos outros, o alimento provavelmente tem sódio demais e deve ser dado em pequenas quantidades.

Peixes gordurosos, como sardinha, salmão, truta e atum fresco, são uma ótima fonte de ômega 3 e vitaminas A e D, mas não devem ser oferecidos mais que duas vezes por semana para crianças entre 1 e 3 anos de idade, por conterem toxinas que podem se acumular no corpo.

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Nozes e castanhas: crianças que tenham familiares que sofram de asma, dermatite ou alergias alimentares devem esperar, por precaução, até os 2 ou 3 anos para experimentar amendoim, pasta de amendoim, amêndoas, nozes, avelãs. Há certa controvérsia sobre se essa medida reduz o aparecimento da alergia, mas pelo menos a criança já é maior e pode se expressar melhor em caso de reação. Em dúvida, converse com seu pediatra.

Adoçantes: embora eles tenham sido testados, é melhor evitar seu uso, quando possível, em crianças pequenas, por precaução. Evite sucos ou refrigerantes tipo diet e light.

Existem alimentos que fazem mal? • Ovos crus e frutos do mar podem causar intoxicação alimentar em crianças pequenas, porque a imunidade delas é menor. Prefira dar ovos bem cozidos, com a gema dura, e evite sobremesas, como mousses, que usem claras cruas.

• Alguns tipos de peixes grandes, como cação e tubarão, não devem ser consumidos por crianças, porque acumulam substâncias tóxicas como o mercúrio.

• Castanhas e amendoins inteiros não devem ser dados antes dos 5 anos por risco de a criança engasgar. É preciso tomar cuidado também com o milho não-estourado da pipoca.

• Chá e café devem ser evitados porque reduzem a absorção de ferro dos alimentos.

Preciso dar vitamina ao meu filho? A suplementação com vitamina A e D e com ferro deve ser decidida pelo pediatra caso a caso, levando em conta a alimentação da criança e até a região do país em que ela vive. O Ministério da Saúde recomenda a suplementação com ferro até no mínimo os 18 meses, ou seja, 1 ano e meio, para evitar a anemia.

Em regiões consideradas de risco, o governo promove a administração de “megadoses” semestrais de vitamina A às crianças de até 5 anos. Converse com o pediatra ou informe-se na Unidade Básica de Saúde que você utiliza.

As farinhas de trigo e de milho no Brasil já são enriquecidas por lei, e há vários outros produtos industrializados ricos em vitaminas e ferro, como as fórmulas infantis, cereais matinais, alguns leites longa-vida etc.

Se seu pediatra é particular ou de convênio, converse com ele sobre a necessidade da suplementação com vitamina e ferro.

Fonte: Aulas de Culinária do Chef Ripp Cozzella

30/05/2018

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