ADORO FESTAS DE CASAMENTO! SÃO AS MELHORES!

ADORO FESTAS DE CASAMENTO

Adoro casamentos. Mas nunca assisti a uma cerimônia de casamento completa. Sempre  acabo me entretendo com o pessoal da pipoca e ficamos do lado de fora da igreja contando as horas pra começar o melhor da festa: a comilança e bebelança. Então vamos direto a ela.

Vou dar umas dicas valiosas para quem vai a um casamento e quer ser bem servido de comes e bebes.

Primeiramente, deve vestir-se bem. Não adianta dar um banho de Rexona no seu terno mofado que usou na formatura da 8a série. Vista-se bem para não ser olhado como amigo-do-amigo (penetra) e não ser bem servido pelos garçons. Observe bem a “rota da merenda”. Todos os garçons são instruídos para seguirem uma espécie de caminho pelo salão, para que todas as mesas sejam bem servidas, mas conhecendo essa rota, você poderá otimizar o seu consumo individual, conseguindo copos de whisky sempre cheios e os disputados salgadinhos de camarão. Faça também amizade com todos os garçons!

Outra dica importante é sentar-se na mesa ou próximo das pessoas mais velhas da festa (tipo aqueles velhinhos que têm que ser carregados pelos sobrinhos para chegar à mesa). Normalmente esses são os anciãos da família que está festejando, afinal, já pensou em um senhor de 90 anos de idade largar a “cumadi” (equipamento utilizando para necessidades fisiológicas de nível 1) em casa para ir de penetra a um casamento? Um raio de 10 metros da mesa dele será uma zona fértil e bem atendida pela rota da merenda.

Se for penetra, tente parecer amigo das pessoas da festa. Dê alguns tchaus para a multidão como se tivesse vendo algum amigo. Parabenize a noiva separadamente do noivo. Assim, um achará que você é convidado do outro. Abrace os pais da noiva também e deseje toda a sorte do mundo para os mesmos. Dê preferência à mãe da noiva, que é a que teve o maior trabalho e está mais orgulhosa.

Na hora de ir à mesa de pratos quentes, sempre passa-se raiva. Odeio aquelas tias gordas que ficam um tempão na fila, enchendo os minúsculos pratos com todos os tipos de molho, e olhando para todos os lados como se algum predador de salgadinhos fosse atacar sua presa. Uso o truque de suspirar alto e ficar batendo perna no chão, para mostrar que realmente também quero me servir.

Quando o DJ da festa começa, tudo combina com o ambiente. A música de Mozart casa perfeitamente com o balançar das chamas das velas e das voltas sinuosas dos vestidos das madrinhas. Ao final da festa, o som do Psirico parece casar perfeitamente com a imagem da tia gorda descalça quebrando na pista segurando o rabo do vestido com a mão. Não veja isso como um contraste gritante de chocar a burguesia! É uma coisa gradual. Ninguém percebe. É como soltar um sapo em uma panela com água fria e colocar no fogão. Ele ficará até a morte, pois irá se acomodar com a situação. A recíproca é falsa! É por ai. Pela minha experiência em festas de casamento, pude catalogar até a seqüência de estilos tocados pelos DJs (margem de erro 4% para mais ou para menos).

– Música clássica
– Valsa
– Músicas de propaganda de motel (estilo Kenny G)
– MPB
– Disco anos 70 (estilo Bee Gees e Abba)
– Músicas atuais de boite
– Axé
– Samba
– Pagode
– Arrocha (casais modernos e DJs sem noção!)
– Funk (Fundo do poço! A essa altura o noivo já está vomitando no colo da sogra e a noiva que parecia um bolo de 15 anos parece uma baiana de acarajé em final de expediente).

Ainda tem as figuras clássicas na hora da boite. Aqueles tios da noiva que não vão a uma “discoteca” desde o fim dos Jacksons Five, mostram que têm memória de elefante… mas um corpo de dromedário! Tentam unir os passinhos dos filmes de John Travolta com as recomendações médicas do reumatologista. O resultado é hilário! Uma atração à parte. Sempre tem uma velhinha dançando que nem a vovó da ‘Farmácia Remédio Barato’ no comercial que rodou no Carnaval de Salvador.

De repente o DJ interrompe o som para anunciar que a noiva irá jogar o bouquet. O ramalhete da sorte (sorte para os parceiros das mulheres que não o pegarem) apontará onde será a próxima festinha. Nessa hora deveria ter uma liturgia entregue pelo padre, onde as mulheres devem repetir as piadas que estão escritas, pois é um festiva de clichês. Sempre as mesmas piadinhas. “Joga aqui!”. “Vê se mira em mim!”. “Joga na direção da mesa de som!”. De repente a noiva joga, e aquelas mulheres parecendo um bando de macacos em regime secular avistando uma banana se atiram de todas as formas para conseguir o ramalhete. Nessa hora esquecem o Jacques Janine, Barber Beauty e as lojas que alugaram o vestido. Acho que se elas tivessem tanta raça na hora de caçar um homem já estariam casadas há tempos. Em uma situação, a noiva, que sofria de Mal de Parkson, atirou o bouquet (leia buquê mesmo seu tarado!) para um lado que não havia ninguém. Somente um jovem casal que discutia o relacionamento. Quando a jovem avistou o ramalhete, não hesitou e correu na direção do mesmo. O DJ rapidamente colocou a música “Carruagens de Fogo”, e todos passaram a correr em câmera lenta, para dar mais emoção à cena. Quando faltavam poucos metros para ela, sozinha, com 32,34 segundos de vantagem em relação à segunda colocada, eis que surge um jovem rapaz, vestido de holandês, com uma mensagem de paz (No marries!) e segura a candidata com os braços, atirando-a posteriormente no chão. Era seu namorado, em uma homenagem à participação do corredor Wanderley Cordeiro em Atenas. Infelizmente ela foi alcançada e não conseguiu pegar as flores em tempo.

Na verdade casamento é uma hora feliz para a família onde todos os acontecimentos têm licença poética para o ridículo, então tudo torna-se aceitável e divertido.

E eu vos declaro marido e mulher!

Adoro festas de casamento! São as melhores!

09/09/2018

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