12 COISAS QUE VOCÊ NUNCA DEVE DIZER PARA SEU FILHO ADOLESCENTE

12 COISAS QUE VOCÊ NUNCA DEVE DIZER PARA SEU FILHO ADOLESCENTE

Na ânsia de querer controlar e educar o filho adolescente, muitos pais se desesperam e dizem coisas que não têm efeito educativo e ainda impactam de maneira negativa no desenvolvimento do adolescente.

Confira algumas que você deve excluir definitivamente do seu repertório:


VOCÊ É MUITO PREGUIÇOSO

Evite adjetivos pejorativos e rotular o jovem. “Críticas que não são construtivas prejudicam a autoestima do adolescente”, diz a psicóloga de crianças e adolescentes Ceres Alves de Araujo, professora da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo. Na cabeça do jovem, se ele já é visto como preguiçoso, não há motivo para se esforçar. Por isso, a especialista indica criticar a ação e não o sujeito. “O adulto pode dizer: ‘não entendo porque você deixa o seu quarto desse jeito, se sei que é capaz de mantê-lo arrumado’. Assim, o filho vai agir para não desapontar os pais”


DA PRÓXIMA VEZ QUE SEUS JOGOS ESTIVEREM NO CHÃO, VOU JOGAR PELA JANELA

Você vai mesmo lançar todos os jogos de videogame do seu filho pela janela de casa? Não? Então, é melhor não ameaçar. “Se você blefa e não cumpre, fica automaticamente desautorizado”, diz a psicóloga Sylvia Flores. Diante desse tipo de intimidação, o adolescente pode agir de forma agressiva, só para enfrentar o responsável. Mas dificilmente vai fazer o que o adulto está pedindo, ainda que seja algo tão simples como manter os pertences organizados


NÃO FIQUE TRISTE, ISSO NÃO É NADA. VAI PASSAR

A frase pode dar ao adolescente a sensação de que seus sentimentos estão sendo menosprezados. O melhor mesmo é praticar a empatia, dizer que você sabe que dói terminar um namoro ou brigar com um amigo, porque já passou por isso também. “Depois de se colocar no lugar do jovem, o pai pode dizer que vai passar, porque é importante dar firmeza para lembrá-lo que, por mais sofrida que seja uma situação, ela será superada”, diz a psicóloga Vera Blondina Zimmermann


VOCÊ CHAMA ISSO DE MÚSICA?

A identidade de cada um é manifestada de diferentes maneiras, incluindo roupas, passeios, amigos e opções de lazer e entretenimento. Por isso, atacar qualquer uma dessas manifestações é o mesmo que insultar a pessoa. Mais sábio é o pai que diz apenas que tal música não o agrada e que se propõe a mostrar ao filho diferentes estilos, na tentativa de descobrir afinidades com o jovem. “O pai de um adolescente tem de lembrar da paciência que tinha quando o filho era bebê, época em que os adultos tinham de escutar mil vezes por dia uma mesma canção infantil”, diz a psicóloga Sylvia Flores


NA SUA IDADE, EU NÃO TINHA ESSA MOLEZA, NÃO

A frase é muito usada por pais que tiveram uma condição inferior a que proporcionam ao filho. Mas, de acordo com a psicóloga Vera Blondina Zimmermann, sem um contexto, a afirmação tem pouco efeito. “Não adianta proteger o filho todo o tempo, dar tudo o que ele quer e esperar que, assim, ele adquira uma consciência do que o cerca”, diz Vera. Para mostrar ao jovem o quanto a vida dele é boa perto de outras realidades, é preciso fazê-lo transitar por diferentes famílias e por outras esferas sociais


SEU AMIGO É ESQUISITO

A regra é nunca julgar a pessoa mas, sim, um comportamento dela. Se você desaprova um colega do seu filho é porque ele fez algo que te desagradou, e é essa atitude que deve ser apontada. Em vez de “não gosto dele”, diga: “não gostei quando ele fez tal coisa”. “Se o pai ofende o amigo, sem justificar, ele empurra o filho para uma posição de defesa e enfrentamento”, diz a psicóloga Sylvia Flores


VOCÊ SÓ FICA TRANCADO NO QUARTO, DEVE ESTAR COM DEPRESSÃO

A preocupação com a falta de interação do filho e com excesso de isolamento é genuína, mas existem formas melhores de abordar esse tema. “Tem de perguntar se algo aconteceu ou se ele só quer ficar sozinho. Pode ser honesto mesmo e dizer: ‘insisto para você conversar ou deixo você sossegado? Estou preocupado, me ajude'”, afirma a psicóloga Vera Blondina Zimmermann. Dessa forma, você não caracteriza um comportamento do filho como negativo, mas expõe a sua preocupação e a vontade de apoiá-lo


NÃO COLOQUEI FILHO NO MUNDO PARA SER MARGINAL

Os pais usam essa afirmação quando reprovam um comportamento do filho, por considerá-lo inadequado. Porém, a frase, além de expressar a rejeição pelo adolescente, profetiza um futuro negativo. “Existe um fenômeno na psicologia que chamamos de profecia autorrealizadora: toda vez que algo é profetizado, a chance de se realizar aumenta, porque temos uma tendência a seguir aquilo que já foi dito muitas vezes”, afirma a psicóloga Sylvia Flores


POR QUE VOCÊ NÃO É IGUAL AO SEU IRMÃO?

Ao comparar um filho com outro, em vez de estimular um comportamento bom, você desperta um sentimento de raiva que pode levar o jovem a adotar uma atitude completamente oposta à do irmão admirado, só para contrariar os pais. O melhor é colocar em prática o reforço positivo. “Elogiar a atitude positiva de alguém é uma maneira eficiente de moldar comportamentos”, diz a psicóloga Ceres Alves de Araujo. Se há um filho mais tímido e outro mais sociável, evite dizer algo como: “viu como seu irmão trata a sua avó?. Você devia fazer o mesmo”. Tente: “você viu como a sua avó ficou feliz em vê-lo? Ela adora quando você vai visitá-la”


SE NÃO PASSAR NO VESTIBULAR, NÃO VAI GANHAR UM CARRO

Não há problema em estabelecer uma recompensa pela conquista do filho, o ruim é usar isso como ameaça. O prêmio deve ressaltar o orgulho que os pais têm do jovem e não ser usado para forçar uma ação. “Os adultos também não podem largar o filho sozinho e só reconhecer o resultado alcançado, têm de apoiar durante o processo, oferecer ajuda e dizer que o veículo marcará uma nova fase da vida dele. Devem explicar também que, se não der certo dessa vez, o jovem poderá tentar de novo”, diz a psicóloga Sylvia Flores


ESSE CABELO ESTÁ RIDÍCULO

“Os pais podem ajudar o jovem a reconhecer uma inadequação do visual para uma ocasião específica, mas não devem criticar o estilo do filho, só porque não gostam”, diz a psicóloga Vera Blondina Zimmermann. O melhor caminho é um questionamento sem ironia. Por exemplo: “você acha que essa roupa está combinando?” ou “você vai se sentir bem chegando à festa assim?.” Dessa forma, em vez de colocar o jovem para baixo, você o ajudará a desenvolver senso crítico


SUA OBRIGAÇÃO É IR BEM NA ESCOLA

“O conceito de estudar tem de estar vinculado a um plano futuro, como seguir determinada profissão”, diz a psicóloga Vera Blondina Zimmermann, coordenadora do Centro de Referência da Infância e do Adolescente da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em São Paulo. Impor o estudo como obrigação não surte efeito. “Diante de um rendimento ruim, o pai tem de perguntar ao filho se ele não tem mais o objetivo de se formar e de ser um bom profissional, por exemplo. Esse tipo de argumento vai levá-lo à reflexão”

Fonte: UOL

16/11/2018

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