VOCÊ MISTUROU ERRADO O CAFÉ A VIDA INTEIRA! A MATEMÁTICA TE ENSINA MELHOR JEITO

Você mistura o açúcar ao café com movimento circular da colher? Não está fazendo direito!

Sabe aquela colherzinha de açúcar que você coloca no café para deixá-lo menos amargo? Você não deve estar fazendo essa mistura direito. Há uma maneira mais eficiente para fazer isso, e não é com movimentos circulares, ensina a matemática.

 

Se ao adicionar açúcar ao café, você mexe em círculos uma colher –como normalmente fazemos–, estará fazendo com que o açúcar se acumule nas beiradas da xícara, onde o líquido se movimenta mais devagar.

A maneira mais eficiente para adoçar o café, explica a matemática, é realizando um movimento desordenado com a colher: é preciso do ‘caos’ para que o açúcar se misture completamente ao café. Com este movimento, as partículas de açúcar se afastam rapidamente umas das outras, mesclando-se com o líquido.

“Essa é uma característica muito importante do caos: fazer o que está próximo se distanciar rapidamente”, afirma o professor aposentado Hildebrando Rodrigues, do ICMC (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação) da USP São Carlos.

“O caos é usado em muitas aplicações práticas para fazer misturas de maneira a homogeneizar as substâncias.”

O sistema dinâmico da xícara de café: uma equação diferencial

Para entender esse processo de mistura do açúcar ao café em linguagem matemática, é preciso pensar no deslocamento das partículas ao longo do tempo.

Assim, indica Rodrigues, sua xícara de café é um sistema dinâmico que pode ser explicado por uma equação diferencial.

Trata-se de um fenômeno em que há uma variação, assim como os corpos celestes descrevendo suas órbitas no céu: eles também se movem ao longo do tempo.

“No embrião do estudo das equações diferenciais está a obra de Galileu Galilei ao pesquisar o movimento dos astros”, conta Plácido Táboas, professor aposentado do ICMC. Ele lembra que no tempo de Galileu ainda não existia o termo “equações diferenciais” nem “cálculo diferencial”.

 

29/07/2017

Fonte: https://noticias.uol.com.br

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