OS 10 MAIORES ESCÂNDALOS SEXUAIS DE TODOS OS TEMPOS

OS 10 MAIORES ESCÂNDALOS SEXUAIS DE TODOS OS TEMPOS

No hemisfério norte, escândalos sexuais normalmente derrubam políticos e governantes. No mundo inteiro, chocam a opinião pública quando acontecem justamente no seio das mais tradicionais religiões.

Ao sul do Equador, nas repúblicas bananeiras como o Brasil, eles raramente levam à queda de governos e servem mais para alimentar a curiosidade midiática pela vida íntima de famosos.

Escândalos sexuais causados por infidelidades, fantasias e opções sexuais de políticos, esportistas, religiosos, artistas ou outras “celebridades” são geralmente alvo de puritanismo e moralismo e inevitavelmente têm sido tratados com bastante estardalhaço pela imprensa.

Porém, em muitos casos o que é considerado escandaloso não passa de um problema conjugal a ser resolvido entre quatro paredes. Já em outros, trata-se de uma questão institucional com importantes impactos sociais e de natureza criminal, como nos casos de pedofilia cometidos por padres.

E há alguns poucos que merecem de verdade o status de escândalo. Nestes, assuntos de segurança nacional, por exemplo, principalmente segredos de Estado, podem estar sendo revelados por gente do alto escalão governamental seduzida pela sensualidade de alguém interessado em contrabandear informações valiosas.

Motivados por amor, estratégias políticas, luxúria, dinheiro, poder ou tentativas de espionagem, apresentamos os dez maiores escândalos sexuais de todos os tempos. 

10 – Príncipe Charles e Camila Parker

Em 18 de dezembro de 1989, o príncipe Charles da Inglaterra, então casado com a princesa Diana, ligou para Camila Parker Bowles e iniciou uma conversa erótica, embora para muitas pessoas um tanto escatológica. O teor do papo entre os dois foi gravado sem que eles soubessem, provavelmente em uma das rotineiras operações do MI5, o serviço secreto britânico. Em um determinado momento em que a conversa esquentou, Charles revela a Camila seu desejo de “morar entre suas pernas” e os dois iniciam um animado papo sobre as vantagens e as desvantagens dele se transformar em um absorvente íntimo. A fita com a gravação vazou algum tempo depois para a imprensa e o teor integral da conversa chegou até o público britânico em 1993. Camila havia sido namorada de Charles na juventude e, assim como ele, estava casada. A revelação da conversa entre os amantes virou um escândalo sexual da nobreza contemporânea e foi um dos inúmeros abalos que a imagem da família real britânica sofreu no final do século 20.

9 – Cleópatra e seus amantes romanos

As aventuras amorosas da mais famosa rainha do Egito soam mais escandalosas atualmente do que parecem ter sido na Antiguidade. Durante seu reinado, ela não poupou esforços para seduzir homens poderosos com finalidades políticas. Descendente de uma linhagem de gregos macedônios, Cleópatra conquistou com 17 anos de idade o adúltero Júlio César, brilhante general que tornaria-se o mais conhecido governante do Império Romano, e aliou-se a ele para manter-se no poder no Egito. Com o assassinato de César, a rainha-amante caiu de amores por outro chefe militar romano, Marco Antônio, com quem viveu até sua precoce morte. Não há comprovação histórica se o comportamento da última rainha do Egito foi tão permissivo como contam as lendas a seu respeito. Aliás, muitos dos escândalos sexuais atribuídos a Cleópatra podem ser mitos criados pelos romanos, após a derrota militar e suicídio da rainha egípcia. Um deles, por exemplo, conta que quando foi ao encontro de Marco Antônio na cidade de Tarsus, ela vestia-se como Afrodite, a deusa grega da beleza e do amor. 

8 – Henrique, o mulherengo

No século 16, o poder da Igreja Católica era praticamente ilimitado. Tanto que para divorciar-se e casar-se novamente um rei inglês teve que criar sua própria igreja. Se as desventuras sexuais dos herdeiros da coroa britânica atualmente já causam escândalos por muito menos, imagine o que isso representou na época. O rei em questão era Henrique 8.º e para anular seu casamento com Catarina de Aragão, que não conseguia lhe dar um filho homem, e casar-se com a sedutora e ambiciosa Ana Bolena, ele ousou afrontar as decisões do papa até ser excomungado. Antes de casar-se com Ana, Henrique havia sido amante de sua irmã, Maria Bolena, com quem teve um filho, mas que era considerado ilegítimo e, portanto, não poderia ser seu sucessor no trono inglês. Catarina, Maria e Ana não eram as únicas mulheres de Henrique, que parece ter tido várias relações extra-conjugais, mas foi o seu caso de amor com Ana Bolena que levou esse então fervoroso católico à radical decisão de romper com a Igreja Católica Romana e fundar a Igreja Anglicana.

7 – Pai da Independência ( e das crianças)

Thomas Jefferson é um dos homens mais admirados da história dos Estados Unidos da América. Além de ter sido presidente do país por dois mandatos (1801-1809), ele também é o redator da Declaração da Independência norte-americana, um documento fundamental para o surgimento das democracias modernas. Mas, mesmo o notável e admirado Thomas Jefferson não escapou de protagonizar um escândalo sexual, que, na época, foi devidamente encoberto e despachado para o outro lado do Atlântico. Grande proprietário, Jefferson, ao que tudo indica, teve um caso com Sally Hemings, uma de suas escravas que teria ido a Paris para cuidar de Isabel, a filha mais velha de Jefferson, na época com nove anos de idade. Hemings teve seis filhos e alguns estudos genealógicos indicam uma ligação entre os descendentes de Hemings e Jefferson.

6 – Perversão na Santa Madre Igreja

Entre 1990 e 2010, a Igreja Católica gastou estimados US$ 2 bilhões por conta das denúncias de casos de abuso sexual cometido por padres em suas dioceses pelo mundo inteiro. Segundo o jornal The New York Times, em 161 das 177 dioceses norte-americanas ocorreram denúncias de abusos sexuais cometidos por religiosos. Os casos mais escabrosos envolveram crianças em países como Brasil, Irlanda, Alemanha, Bélgica e Estados Unidos, entre outros. Em Boston (EUA), pelo menos mil pessoas, a maior parte crianças, teriam sido vítimas de abuso sexual por mais de 250 sacerdotes e empregados da Igreja, desde 1940. Durante décadas, o Vaticano ou silenciou sobre o assunto ou adotou punições leves demais frente à gravidade das acusações. Entre 2001 e 2010, apenas 20% dos três mil padres acusados de molestar sexualmente os fiéis foram julgados pelas instâncias católicas e somente uma centena deles foi condenada a perder a batina ou deixou voluntariamente a Igreja.

NÃO ACABOU NÃO. CONTINUA AQUI!

Comentários