RELIGIÃO E BUNDA DE VAGALUME SÓ BRILHAM NO ESCURO

RELIGIÃO E BUNDA DE VAGALUME SÓ BRILHAM NO ESCURO

Ao tomar conhecimento do caso da garota de apenas nove anos estuprada pelo padrasto, o que resultou na gravidez de gêmeos, fiquei, como qualquer pessoa com um mínimo de humanidade, estupefato. Tamanha barbárie, tamanha violência nos choca e revolta. Não ou discutir aqui a necessidade de uma execução dolorosa para o animal capaz de tal atrocidade.

Merecia uma morte lenta depois de ser abusado por horas e horas por todos “hóspedes” da carceragem do Aníbal Bruno. Contudo outro caso de violência me chocou logo em seguida. Não uma violência física ou psicológica como foi desumanamente infligido a pobre criança. Uma violência ao senso comum, a minha e a sua inteligência. Dom José Cardoso, Arcebispo de Recife e Olinda, conhecido por seu posicionamento retrógrado, imbecil e tacanho, declarou a excomunhão de todos os envolvidos no procedimento que levou ao aborto do fruto do estupro de uma criança de nove anos de idade. Dom Dedé, com é chamado por todos aqueles que concordam que o religioso não passa de mais um cancro social, defendendo uma postura que leva a imbecilidade da igreja católica ao extremo, alega que as pessoas envolvidas (médicos, enfermeiros e até assistentes sociais) merecem a excomunhão pois, segundo ele, foram contra as leis de Deus e da Igreja – que na cabeça de camarão dele são exatamente a mesma “pessoa”.

Por Dom Dedé até as pessoas que passavam na frente do hospital no momento do procedimento teriam sido excomungadas. Mas, aqui para nós, que terrível, hein? Ser excomungado. Imagino como todos os envolvidos, preenchidos por uma inegável – e merecida – sensação de dever cumprido, devem ter perdido o sono imaginando como seriam suas vidas daqui pra frente. Como, num estado laico como o nosso, sofrerão perseguições e correrão o risco de serem queimados pela igreja. Que drama terrível será não comer a hóstia – prefiro um churros – ou não “poder” ouvir os inteligentes e interessantes sermões. Dom Dedé esquece que a igreja já não tem mais poder de polícia e que, graças a Deus – aquele mesmo que segundo Dom Dedé acha que uma menina de nove anos vítima de estupro deveria ser mãe de gêmeos, tiraram da mão dele a tocha. Mesmo acreditando ficar bem no papel de inquisidor Dedé prova tão somente o quão perdida no tempo a igreja católica encontra-se.

Amor e tolerância, Dom Dedé? Claro que não. Poder. Poder burro, vale salientar. Qualquer pessoa que o apoie nesse posicionamento merece realmente acreditar no inferno cheio de foro e enxofre que você gosta de pregar. Merece sua companhia quando “descerem”. Arnaldo Jabor, com sua costumaz acidez, verbalizou a opinião de muita gente no vídeo abaixo:

Assista ao vídeo abaixo:

Fonte: Um Passinho a Frente

09/07/2018

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