OS ALIMENTOS TRANSGÊNICOS SÃO PERIGOSOS? ENTENDA A VERDADE POR TRÁS DESSA MÁ FAMA

OS ALIMENTOS TRANSGÊNICOS SÃO PERIGOSOS? ENTENDA A VERDADE POR TRÁS DESSA MÁ FAMA

Quando os alimentos transgênicos surgiram no mercado, o que não faltaram nas capas das revistas de saúde era o conselho: fique longe deles! Décadas depois ainda continuamos com receio desses alimentos. Apesar da má fama, você sabe o motivo deles serem perigosos? Caso não saiba, vamos explicar agora.

Em meio a “loucura” dos anos 70, a toda poderosa Monsanto, empresa multinacional de agricultura e biotecnologia, lançou no mercado agrícola um potente produto chamado Roundup, que tem como princípio ativo o herbicida glifosato. 

Por ser extremamente poderoso, é utilizado antes do plantio para limpar o terreno, matando ervas daninhas, pragas e qualquer tipo de vida que atrapalhe a lavoura (e até as que não atrapalham).

O produto evidentemente fez sucesso no mundo todo, por isso até hoje é usado na agricultura convencional.

Ecowatch, https://www.ecowatch.com/monsantos-roundup-fatty-liver-disease-2187292390.html

– A Organização Mundial da Saúde classifica esse produto como possível causador de câncer | Feito pela Monsanto – Roundup – assassino de erva daninha | Diminui o poder do fazendeiro, assim as corporações podem crescer!

Antes de nos aprofundarmos sobre a polêmica, precisamos compreender que o ser humano modifica as plantas há milênios, selecionando as mais desejáveis e as cruzando para criar frutos híbridos.

É o caso do milho, melancia, banana e muitos outros alimentos que consumimos hoje. Mas, apesar de serem geneticamente modificados, eles não são consideradas transgênicos.

Para isso é preciso retirar o material genético do alimento e colocá-lo em outro com alguma ferramenta específica, assim esse novo alimento teria benefícios dos dois, por exemplo o sabor de um com a defesa natural do outro. Mas, segundo os cientistas, essa mudança no DNA não faz mal ao organismo, em tese nosso sistema digestivo os processa igualmente.

O problema na verdade vai muito além disso. Vamos para 1996, quando cientistas da Monsanto criaram aquilo que seria um divisor de águas na agricultura contemporânea.

Para otimizar toda a produção de alimentos, a multinacional desenvolveu sementes transgênicas (principalmente milho, soja e algodão) que eram imunes ao Roundup – produto que ela mesmo criou. Ou seja, as plantas transgênicas da Monsanto resistem a chuvas de agrotóxico, enquanto tudo que está ao redor, inclusive animais pequenos, morre – nem que seja de forma indireta, por conta da quebra da cadeia alimentar.

Com isso, agricultores de todo planeta começaram a utilizar essas sementes transgênicas ultra resistentes, comercializadas pela multinacional juntamente com o seu agrotóxico potente. Um super negócio – para quem mesmo? 

Fato curioso: A Monsanto, campeã na venda de sementes e agrotóxicos, foi comprada pela Bayer, empresa multinacional farmacêutica e química, campeã na venda de remédios. ?

Ministério da Agricultura, http://www.agricultura.gov.br/assuntos/insumos-agropecuarios/insumos-agricolas/agrotoxicos

E o problema é…

Justamente esse! Muitos ainda imaginam que o grande problema dos transgênicos seria essa mudança genética que é feita em sua estrutura, quando na real o grande problemão para nossa saúde é o poder de resistência que essa modificação dá ao alimento.

Ele recebe doses e mais doses de veneno, mas não morre. Pense bem, para onde vai esse alimento repleto de agrotóxicos potentes? Pois é, para nossa barriguinha. Ao consumir esse tipo de alimentos transgênicos estamos oferecendo ao nosso organismo um belo banquete de veneno.

E tem mais um detalhe. Como as pragas acabam se tornado mais resistentes ao veneno, com o passar do tempo as doses do herbicida também aumentam. Ou seja, a cada dia que passa colocamos mais glifosato no nosso prato.

Sem contar uma possível extinção de plantas que não resistem ao potente herbicida. Ou seja, se continuarmos nessa trajetória, a longo prazo apenas as sementes Monsanto© irão existir – outro super negócio! ?

O que a ciência diz?

Apesar da Monsanto disponibilizar em sua página oficial uma lista com alguns estudos científicos atestando que o Roundup é seguro para a saúde dos seres humanos e para a saúde dos animais em torno das plantações, há inúmeras controvérsias.

Segundo um estudo, divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer, o glifosato está ligado ao desenvolvimento de linfomas não-hodgkin, que incluem mais de 20 tumores diferentes. O instituto ainda afirma que o número de casos desse tipo de câncer duplicou nos últimos 25 anos – mesmo período de comercialização das sementes transgênicas da Monsanto.

Esta investigação, desenvolvida e publicado pela Fundação Patagônia, revela que em São Salvador e na Argentina, nas regiões próximas as lavouras foi encontrado a presença de glifosato na água. O que provavelmente, de acordo com o relatório, é a causa do número de pessoas com câncer ter aumentado nos últimos anos, além de centenas de casos de má formação de bebês e problemas neurológicos.

Glifosato vs. OMS: a polêmica do século

Em 2015, a Organização Mundial de Saúde divulgou um relatório comprovando que o agrotóxico não só aumentava as chances do desenvolvimento do câncer como também causava alterações na estrutura do DNA e nas estruturas cromossômicas.

Curiosamente apenas um ano depois o orgão voltou atrás, soltou um comunicado explicando que o documento anterior era apenas um rascunho. Mudando radicalmente de opinião, a entidade agora diz que o glifosato não apresenta riscos à saúde de mamíferos, logo, seres humanos.

Mas isso não convenceu. Segundo uma investigação da Reuters, além de alguns dados irem na contramão do que vinha sendo estudado até o momento, os cientistas envolvidos no relatório não quiseram/puderam explicar o porquê dessa mudança brusca de posicionamento.

Segundo este artigo, publicado no site científico Plos One, a mudança de opinião da OMS e inclusive da Anvisa (que também declara não haver malefícios no uso do produto), é apenas mais um dos casos onde o dinheiro falou mais alto, já que boa parte das pesquisas que “absolvem” o glifosato são patrocinadas pela Monsanto.

Fato curioso: Há quase uma década, o Brasil é o país que mais consome agrotóxicos do mundo.

Como falamos neste texto, muitos especialistas questionam algumas pesquisas cientificas, dos mais variados temas, pois muitas vezes são as próprias empresas envolvidas que as encomendam para que o produto em questão tenha sua qualidade comprada comprovada. O documentário “What The Health“, disponível na Netflix, fala em detalhes sobre esse movimento.

E agora, José?

Devido aos inúmeros protestos e toda a polêmica gerada em torno do agrotóxico, em um comunicado no site da Anvisa, o orgão informa que novas analises sobre o produto estão sendo feitas e deverão ser concluídas até 2019.

Enquanto o Brasil aguarda a decisão, diversos países (e estados) já proibiram o uso do glifosato. O Estado da California, Estados Unidos, é o mais novo exemplo, acabou de considerar a substância como um produto carcinogênico.

Além de estarmos atentos e cobrarmos providências de nossos representantes, nos resta ficar de olho nos alimentos que colocamos à mesa. Saber a procedência do que consumimos e, se possível, optar pelos orgânicos.

Assista ao vídeo abaixo:

Fonte: Almanaque SOS

07/08/2018

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