MEUS 8 MOTIVOS PARA ODIAR O VERÃO E O RIO DE JANEIRO EM JANEIRO

MEUS 8 MOTIVOS PARA ODIAR O VERÃO E O RIO DE JANEIRO EM JANEIRO

Sou carioca legítimo, como dizem por aí: “da gema”. Nascido e criado na Cidade Maravilhosa. Amo de paixão minha cidade e cuspo na cara de que fala mal dela, mas o Rio de Janeiro em janeiro, definitivamente, não é minha praia.

Não que eu me recuse a ir à praia, passear em um de seus calçadões, freqüentar quiosques e beber litros e litros de mate (Gelado! Pois mate quente é coisa de gaúcho). Nada disso. Sei entrar no clima. Mas o problema é que o verão no Rio de Janeiro é algo de tirar do sério até o Dalai Lama.

Trabalhar ou mesmo se deslocar para o trabalho sob um sol sufocante de 40 graus no Rio de Janeiro é tarefa que mereceria até um projeto de lei criando a aposentadoria precoce aos 35 anos (De idade!).

Sim, acho que nós, nativos dos trópicos cariocas, merecíamos trabalhar menos. Além do calor insano, tem as chuvas, diárias e insuportáveis, que citarei abaixo.

Como adoro e acredito no poder das listas, aqui vai uma listinha com 8 motivos para que eu não ache o verão esta festa toda, ou melhor dizendo, meus 8 motivos para odiar o verão e o Rio de Janeiro em janeiro.


1 – SOL E CHUVA, CASAMENTO DE VIÚVA

No Rio, o verão tem essa particularidade profundamente irritante: Você sai de casa sem guarda-chuva, debaixo de um sol saariano, e de repente leva um pancadão de água na cabeça. Ah… Você vai dizer: “Isso é bom, a chuva refresca!” Só se for na sua cidade, para-pálida. Aqui no Rio de Janeiro, os pancadões aumentam a temperatura de 40 para 45 graus. A cidade vira sauna marroquina a vapor.


2 – TRANSPORTE

O calor não é um grande problema no metrô e na maioria dos busões, pois tem ar condicionado. O grande problema são os TÁXI SAUNA. Não sei como é na sua cidade, mas aqui no Rio de Janeiro, boa parte dos taxistas estão com uma mania nojenta: Eles só ligam a merda do ar condicionado quando você entra no veículo. Os caras rodam no sol quente de 40 graus com o ar condicionado desligado pra economizar uns tostões. E você quando entra no veículo, tem a mesma sensação de atravessar o portal do inferno pra sentar no colo do capeta. Se você vai fazer uma corrida curta, de digamos uns 15 ou 20 minutos, o bicho pega. Pois não tem jeito de o veículo ficar refrigerado neste tempo. Conclusão: Você que optou pegar um táxi justamente pelo conforto, vai acabar chegando ao seu destino suado, melado, seboso e fedorento como se tivesse pego um trem da SuperVia. E graças ao seu sofrimento, o taxista cretino economizou 17 centavos de gasolina! É por essas e por outras que os táxis estão levando uma surra do Uber.


3 – SUVAQUEIRA E RODELAS

Não é o meu caso, porque me previno com o velho e bom banho, um ótimo desodorante e ainda uso uma camiseta branca de algodão por baixo da social (o calor não fica maior nem menor, acredite). Mas é deprimente ver as pessoas com aquelas rodelas nojentas e melecosas debaixo do braço. É mais deprimente ainda quando elas nos proporcionam odores pútridos semelhantes a da jaula de um gorila comendo um ensopado de urubu.


4 – ROUPAS

Por mais que você lute, qualquer roupa vai te deixar com calor. Até sem roupas… Conforme-se com isso.


5 – PROGRAMAÇÃO

No verão, torna-se suicídio escolher um programa em local sem ar-condicionado. Qualquer lugar sem ar, ou mesmo ao ar livre mas com restrições (tipo, ‘aberto’, como certos barzinhos) se torna o Inferno de Dante.


6 – A ALEGRIA INCONTIDA

As TVs parecem querer nos convencer que tudo está maravilhoso. Creio que é influência do ‘Here comes the sun’ dos ingleses estes sim, precisam soltar fogos por causa do surgimento de um sol de 40 graus. Não vejo as TVs criarem símbolos para celebrarem a piedade, a clemência, quando a temperatura cai para níveis humanos em maio ou junho. Só vejo um maldito solzinho nas campanhas de verão e nas ‘programações de verão’ de filmes e programas ‘jovens’. A associação de ‘verão’ com ‘jovem’ também é irritante, porque se baseia e consolida logo em seguida uma tese meio furada: a de que ‘jovem’ não trabalha, fica o dia todo surfando. Aliás, eu nunca entendi o gigantesco nicho de mídia existente para o público de surfe. Em cada praia, do total da população, qual a porcentagem de surfistas? Qual a última vez em que você foi assistir, in loco, a uma competição de surfe, na arquibancada, torcendo e gritando ‘Tu és/Surfista de tradição/Raça, amor e paixão’? Quando você conseguiu assistir na TV a um programa sobre surfe INTEIRO, do início ao fim, sem que fosse apenas um programa apresentado pela Dora Vergueiro e pela Luiza Althenhoffen seminuas (aí não se trata de surfe)?


7 – PRONTO PARA SUAR

No verão, o sujeito toma banho seja quente ou frio e sai do chuveiro, se enxuga e começa a se arrumar para trabalhar. Se o sapato ou a meia ou uma calça específica demandarem mais de cinco minutos de procura é comum ter dificuldade de achar um par de meias o sujeito JÁ ESTÁ SUADO e pronto para voltar pro banho. Aí ele olha para o relógio e pensa: ‘Fudeu’. Já vai ter que sair suado de casa.


8 – A OBRIGAÇÃO DE SER E ESTAR “VERÃO”

No verão, o cara que não está com saco de ir à praia vira um pária. Quem fala mal do calor abrasivo do Rio de Janeiro é tido como um subversivo perigoso. Se reclamarmos do sol inclemente que transforma capôs de carros em chapeiras de hambúrgueres somos perseguidos como bruxas na Idade Média. No verão, somos cafonas se não gostamos de andar por aí descalços e com uma latinha de cerveja quente na mão hábito que tende a se tornar freqüente no carnaval. Como consegui encontrar uma praia razoavelmente civilizada recentemente, não tenho sofrido muito com isso. Mas continuo acreditando no direito de não ir à praia. E ficar no meu quarto, com minha tv gigante e meu ar condicionado.

10/01/2017

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