JOAQUIM BARBOSA DESISTE. EM AGOSTO, TEREMOS SEIS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA?

JOAQUIM BARBOSA DESISTE. EM AGOSTO, TEREMOS SEIS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA?

Com a negativa de Joaquim Barbosa de concorrer à Presidência da República, o espaço de uma candidatura que agrade a indecisos eleitores da centro-direita segue vago. Quem deve estar celebrando é o deputado federal Jair Bolsonaro.

A figura de um ex-juiz que se notabilizou pelo julgamento de um caso nacional de corrupção envolvendo o PT e que também decidiu a favor das cotas raciais e do Estatuto do Desarmamento teria grandes chances de chegar ao segundo turno com o voto de uma parcela que quer efetivação de direitos sociais, mas não votaria em um partido identificado com a esquerda.

Alckmin, outro a se beneficiar da saída de Barbosa, tem outros grandes desafios para se firmar: precisa aumentar a aliança com outros partidos da centro-direita e direita e seu tempo de TV, mas não pode chegar muito perto de um contagioso Michel Temer. Também não pode dar mole dentro de casa, pois seu ”aliado” João Doria continua à espera de um vacilo seu para tomar seu lugar na corrida presidencial. Tem ainda o desgaste de anos administrando uma insatisfeita São Paulo e esqueletos que podem surgir com o andamento de investigações contra sua gestão ou de seus aliados mais próximos.

A saída do ex-ministro do STF limpa o caminho para Bolsonaro colher votos da direita e centro-direita como uma ”novidade” – por mais que esteja há décadas na política e defenda a ditadura – o que é um discurso que, certamente, não exala frescor (Guilherme Boulos também é novidade, mas se coloca no outro lado do espectro político). Quem afirma que Bolsonaro atingiu o teto, com 17% (segundo a última pesquisa Datafolha), esquece que há cenários de segundo turno em que alcança 39% dos votos. Ou seja, quatro entre cada dez semoventes brasileiros, de algum modo, consideram a possibilidade de, em algum momento, votar nele.

Segundo a coluna de Lauro Jardim, em O Globo, Joaquim Barbosa aponta três riscos para o país: Bolsonaro, Temer e um golpe militar. Ele preferiu não enfrentar os ricos e se preservar.

Daqui até agosto, mais pré-candidatos vão desistir, seja porque conquistaram a visibilidade que buscavam para sua satisfação pessoal ou tentar outro cargo público, seja porque melhor posicionaram seu grupo político para fechar acordos (parte deles já faz discursos nesse sentido abertamente, aliás). Ou constataram o tamanho da encrenca.

Não será uma campanha fácil, basta ver as tentativas de Luciano Huck e Joaquim Barbosa, abatidos também pelo medo do que uma campanha dura e incerta faria com seu prestígio e a tranquilidade deles e de suas famílias.

Tudo é especulação, mas pode estar se desenhando um cenário com seis candidatos nos debates – um na extrema direita, dois entre a direita e a centro-direita, um no centro, um na centro-esquerda e outro na esquerda – para a escolha do eleitor. Essa disputa, por mais imprevisível e fragmentada que seja, não está ocorrendo no Brasil de 1989.

E a interferência do Poder Moderador (Supremo Tribunal Federal) que pode dar a palavra final sobre a próxima pessoa que ocupará o Palácio do Planalto.

Fonte: Leonardo Sakamoto

10/05/2018

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