POR QUE EU ESTOU ME LIXANDO PARA O NATAL?

POR QUE EU ESTOU ME LIXANDO PARA O NATAL?

Até algum tempo atrás, eu adorava o natal, acreditava em papai noel e o cacete. Dar e ganhar presentes, rever amigos e parentes que só se vê nessa época do ano. Amigo secreto no trabalho.

As comemorações em churrascarias com o patrão bancando tudo. As bebedeiras com vinho de qualidade duvidosa. Comer rabanadas e bolinhos de bacalhau até vomitar. Era uma beleza.

Hoje em dia, tudo mudou. A festa já não é mais a mesma. Parece que azedou…

Algumas pessoas insistem que eu devo entrar no “espírito de natal”.

Porra, se eu não gosto de uma pessoa, por exemplo, tenho que desejar tudo bom, perdoar e o cacete só porque é natal?

Dizem que natal é tempo de perdoar. É a puta que te pariu! Alguém que te sacaneou tem que ser perdoado só porque é Natal? O caralho que tem!

Eu odeio essa falsidade que se traveste de “espírito natalino”. Não adianta ser o bondoso, o feliz, o amigão por apenas uma noite. Ou melhor, por 3 minutos depois das 00hs do dia 25, quando todo mundo se cumprimenta com abraços constrangidos, beijos hipócritas e sorrisos amarelos.

“Ah… Luiz… é natal! É tempo de alegria, confraternização! É tempo de perdão!”

FO – DA – SE!

Só por que é natal eu sou obrigado a ser uma pessoa melhor? Não quero ser uma pessoa melhor. Não vou perdoar quem só fez merda comigo por causa de uma festinha de aniversário de uma pessoa que nasceu há mais de 2000 anos?

Se eu tiver que ser melhor ou perdoar, farei quando eu achar que devo ou quando fizerem por merecer, independente que seja natal, páscoa, dia do macarrão (uma novidade da nossa ex presidanta Dilma) ou o dia da independência de Bangladesh. De falsidade das pessoas já me bastam os outros dias do ano.

Não sou espírito de porco, vou comemorar o natal sim. Claro. É uma festa. Adoro festas. Qualquer festa: Formatura de curso por correspondência, posse de síndico, inauguração de loja 1,99 ou velório de avô. Se tiver comidas e biritas, tá valendo.

Ah… Antes que eu me esqueça. Feliz Natal pra você.

Um abraço,

Luiz Henrique de Castro

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