10 DICAS NOTA 10 PARA EVITAR DORES DE CABEÇA NAS COMPRAS ONLINE PARA O NATAL

10 DICAS PARA EVITAR DORES DE CABEÇA NAS COMPRAS ONLINE PARA O NATAL

O período de compras do natal já está bombando e vai até o dia 24 de dezembro, o comércio eletrônico brasileiro deve faturar 2,35 bilhão de reais, segundo a projeção da consultoria e-bit.

E já que comprar pela internet é hábito de 11 milhões de brasileiros, de acordo com a Visa, é preciso ter atenção ao usar o comércio eletrônico para garantir os presentes na árvore de Natal.

Antes de sair às compras online, o e-consumidor precisa ter seu sistema munido de antivírus e firewall atualizados, lembra o diretor da F-Secure no Brasil, Gabriel Menegatti. O diretor técnico da Ciashop, Maurício Trezub, esclarece ainda que a responsabilidade de proteção e atendimento eficiente é dividida entre a loja e o comprador.

Confira abaixo 10 dicas para o sucesso de suas compras online neste Natal:

1. Pesquisar o histórico da empresa

Os clientes que compraram na loja deixam suas impressões pela internet, lembra Trezub. “As pessoas dizem como foi o atendimento e reclamam se houve um problema. Este é o melhor parâmetro para decisão da compra”, aponta.

Em uma avaliação com 34 lojas online brasileiras, o Pro Teste aprovou apenas três, no ano passado.

Trezub sugere o acesso a sites como o Reclame Aqui  na busca de opiniões sobre a loja virtual. Outra atitude, sugerida por Menegatti, é ligar para a loja.

“É bom para você checar se ela existe fisicamente. Além disso, você pode pegar o CNPJ da empresa pelo ‘registro.br’ e descobrir se está ativo, inativo ou cancelado, pelo site da Receita Federal – isso mostrará se você lida com um golpista ou não”, afirma.

2. Busque por selos de qualidade

Além de pesquisar sobre a idoneidade da loja das formas citadas acima e em órgãos de defesa do consumidor, Menegatti aconselha o internauta a correr por selos de qualidade.

Trezub explica que estes selos de credibilidade, para serem recebidos, “passam por avaliação em uma série de critérios antes de ter o status de loja qualificada”.

A consultoria e-bit oferece ‘medalhas’ às lojas virtuais – ouro, prata e bronze -, enquanto sites de comparação de preços como o Buscapé também avaliam as lojas de e-commerce segundo as respostas positivas dos usuários, diz o diretor.

A SecSign e a Patricia Peck Advogados criaram, no fim de outubro, o Selo Venda Legal, que somente será concedido às empresas que ofereça tráfego seguro dos dados de usuários. Por enquanto, as lojas passam por análise, portanto o selo ainda não pode ser encontrado na rede.

3. Verifique a segurança da loja

É claro que, durante uma transação online, é preciso verificar se ela é feita em ambiente seguro. Os especialistas lembram que a URL deve passar de ‘http://’ para ‘https://’. O ‘s’ adicional significa que aquele ambiente é seguro, enquanto um cadeado no pé direito do site mostra que aquela sessão é criptografada.

O usuário pode, por um clique duplo no cadeado, exibir o certificado que comprova a identidade do site.

4. Ler políticas de privacidade, troca e devolução

Não quer ser importunado por promoções e e-mail marketing após o Natal? Menegatti recomenda, então, que você leia a política de privacidade das empresas onde compra. Geralmente, no cadastro, já é possível escolher por ‘opt-in’ ou ‘opt-out’ – receber ou não ofertas da loja e seus parceiros.

“Além disso, você pode comprar uma coisa e receber outra. Então leia a política de troca de mercadorias, assim você saberá o que fazer”, explica.

Trezub alerta que a leitura é necessária também para que o usuário entenda como o processo ocorrerá em caso de erro de entrega ou defeito. “A Lei exige que as empresas tenham políticas bem expressas no site. Ou seja, pode ser que a loja cobre o frete para a devolução de um produto, ou não – é preciso explicar quem paga o que”, diz.

Por fim, em períodos como o Natal, os serviços postais e de transportadoras têm maior volume de serviço. Sendo assim,  “as possibilidades de atrasos e erros são maiores”, pondera Trezub. Portanto, ler é prevenir.

5. Prefira lojas com várias opções de pagamento

É possível perceber a credibilidade de uma loja online quando chega a hora de pagar pelas compras – ali, você deve encontrar várias formas de pagamento e diversas bandeiras de cartão de crédito, afirma Menegatti.

“As empresas são auditadas para a verificação de sua segurança antes de oferecerem estas opções”, diz o diretor da F-Secure. “Se você comprar em lojas novas e com preços arrasadores que só oferecem pagamento por boleto bancário, pode ser que pague e não receba o produto.”

6. Busque por pagamento ‘intermediado’

Os ‘intermediários financeiros’ do Brasil são o Pagamento Seguro e o Pagamento Digital. “Usando estes serviços, o lojista manda o produto para o cliente e só após seu recebimento, o usuário avisa o serviço, que libera seu dinheiro para a loja”, explica Trezub.

De um modo geral, estas lojas, por mais que sejam menores ou novas, podem ser consideradas confiáveis, já que o serviço as examina minuciosamente antes de adotá-las como parceiras. Menegatti resume que “as plataformas garantem o pagamento e recebimento”. E todos saem satisfeitos.

7. Imprima os dados da compra

Esta ação é óbvia, mas nem todos a adotam. Salve e imprima todos os dados de sua transação, recomenda Menegatti. E isso inclui e-mails trocados com o suporte. “Isso servirá para você iniciar uma reclamação ou processo caso seja necessário.”

8. Procure por oferta de acompanhamento do pedido

No boom de vendas no fim do ano, o processo fica desorganizado. É interessante, então, preferir lojas que ofereçam este serviço. Para Menegatti, é muito fácil ocorrer um erro na hora de despachar o produto.

Mas fique tranquilo, pois “empresas com foco em e-commerce têm este serviço”, diz Menegatti.

9. Evite lan houses e PCs dos amigos

Você sabe quando foi a última vez que um computador público atualizou seus aplicativos, antivírus e firewall? Menegatti questiona, ainda: você sabe se “a máquina está limpa?”. Se a resposta é não, você entendeu a mensagem.

10. Ignore os phishings

Em datas comemorativas, os espertalhões se aproveitam da possível ingenuidade dos usuários.

“Esta é uma questão tenebrosa. Você não está cadastrado no site de uma loja e recebe a oferta de um notebook por 300 reais”, exemplifica Trezub. Para ter certeza, entre no site da loja, digitando a URL na barra de endereços, e confira se a promoção existe.

Menegatti pede também que os internautas desconfiem de ofertas milagrosas, pois aquele produto pode ser falsificado ou roubado. “Pode ser uma empresa de fachada que pega seu dinheiro e some. Além disso, a loja pode estar sonegando impostos e, se você precisar de uma troca em alguns meses, o estabelecimento pode ter sido autuado pela Receita Federal e você não conseguirá”, expõe.

Fonte: UOL

20/12/2017

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